Hospital Sírio Libanês promove campanha pela doação de sangue

Ações incluem iluminação da fachada e homenagem a doadores

No mês em que o foco em saúde se volta para a conscientização sobre a importância da doação de sangue, o Hospital Sírio-Libanês adere à campanha Junho Vermelho. Assim como acontece em outros monumentos da cidade de São Paulo, a instituição iluminou a fachada histórica de sua unidade da Bela Vista com a cor do movimento.

Também vai homenagear os seus doadores mais assíduos, em um evento marcado para a próxima quarta-feira (14), no anfiteatro do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP).

O objetivo é reforçar a importância do aumento das doações no período de outono-inverno, período em que, historicamente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorre uma redução no movimento dos bancos de sangue da ordem de 30%. Segundo a entidade, os doadores no Brasil correspondem a apenas 1,9% da população, quando o percentual recomendado fica entre 3% e 5%.

O Hospital Sírio-Libanês recebeu aproximadamente 8 mil doações de sangue em 2016, sendo 6.400 bolsas de sangue total e 1.650 de doações automatizadas. “Desses números, em média, 80% são pessoas que já têm a doação como hábito. Por isso, essas campanhas são importantes para atrair mais doadores esporádicos e também para que essa boa ação se transforme em rotina entre mais pessoas”, explica o Dr. Silvano Wendel, diretor do Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês.

Reconhecimento aos doadores

Em evento nesta quarta-feira (14), o Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês vai receber os seus doadores mais assíduos. Serão homenageados com uma placa de agradecimento aqueles que já completaram 25, 50, 75, 100, 125 e até 150 doações.

Durante a cerimônia, estão previstos os depoimentos de pacientes e doadores sobre a importância do ato, além da presença da Silvia Suriane, integrante da Diretoria da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, e dos Drs. Paulo Chapchap e Antonio Antonietto, respectivamente CEO e diretor de Governança Clínica do Hospital Sírio-Libanês.

Como funciona a doação

Para a doação de sangue, é preciso estar em boas condições de saúde e ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de pai e mãe, ambos portando documento oficial com foto, ou responsável legal. Para a primeira doação, são aceitos candidatos de no máximo 60 anos.

Também é preciso ter peso superior a 50 kg e evitar o consumo de bebida alcoólica no período anterior de 12h. O doador não deve estar em jejum, mas precisa aguardar três horas após o almoço. O processo da doação leva cerca de uma hora, sendo a coleta realizada no período de oito a dez minutos.

A doação de sangue total, ou convencional, retira entre 400 e 450 mililitros de sangue, de acordo com o peso e sexo do doador. Esse volume é rapidamente reposto com a ingestão de líquidos. Com uma alimentação saudável e rica em ferro, a taxa de hemoglobina retorna aos valores anteriores à doação em um prazo de um a dois meses.

Cada doação pode gerar de três a quatro hemocomponentes: concentrado de glóbulos vermelhos, concentrado de plaquetas, concentrado de plasma e concentrado de crioprecipitado. Cada um pode ser utilizado por até quatro pacientes.

Histórico do Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês

Fundado em 1983, o Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês é pioneiro no controle da qualidade do sangue transfundido aos pacientes, bem como na introdução dos testes sorológicos para os vírus da Aids, hepatites e outras doenças infecciosas. A incorporação de novos testes continuou sendo implementada no decorrer dos anos para garantir maior segurança do estoque de hemocomponentes.

O teste de Biologia Molecular (PCR), que diminui o intervalo de tempo entre a infecção e a produção de anticorpos contra o vírus no sangue (janela imunológica) começou a ser realizado na unidade em 1998 para hepatite C; em 2000, para HIV; e, em 2009, para hepatite B. A investigação de contaminação bacteriana dos hemocomponentes é realizada desde 1997. A pesquisa de anticorpos antiplaquetários foi introduzida posteriormente.

Em março deste ano, o Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês se tornou a primeira instituição brasileira a utilizar o Sistema Sanguíneo INTERCEPT de forma rotineira, para o fornecimento de plaquetas com patógenos reduzidos. A novidade permite ampliar a utilização de plaquetas, mesmo com a identificação de patógenos como Zika, dengue, febre amarela e chikungunya, auxiliando na manutenção dos estoques do hemoderivado e sem comprometer a segurança dos pacientes. Isso é possível porque o Sistema inativa o DNA e o RNA das células, bloqueando o processo de replicação e impedindo que vírus, bactérias e parasitas sejam capazes de provocar doenças.

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