Patinetes já circulam 11 mil km por dia em São Paulo

Meio de transporte reacende debates sobre a utilização do espaço público e sobre a segurança dos usuários


Se antes as patinetes eram raras na cidade de São Paulo, hoje se tornaram uma verdadeira febre. O meio de transporte já mobilizou debates acalorados sobre a segurança dos usuários e sobre a utilização do espaço público. De acordo com a Grow, dona das marcas Yellow e Grin, as viagens no município já chegam a 11 mil km em deslocamentos diários.

As corridas de patinetes já se comparam à utilização de bicicletas da empresa pelos usuários, que somam 12 mil km por dia. Os dados foram encaminhados para a Prefeitura de São Paulo como forma de pressionar o município a desenvolver iniciativas que favoreçam o meio de transporte. Hoje, as patinetes são consideradas veículos de micromobilidade — termo designado ao deslocamento maciço e de curta distância.

O dia de maior circulação, de acordo com a Grow, é a sexta-feira, seguido pela quinta e quarta-feira, que estão empatadas. Depois vem a terça, segunda, domingo e, por último, o sábado, com um um decréscimo de 44% no número de viagens. Esses dados, segundo a empresa, mostram que as patinetes não são apenas utilizadas como lazer, mas também como um meio de transporte para tarefas cotidianas dos paulistanos.

Durante os dias úteis, o uso segue o mesmo padrão de deslocamento de outros modais, com um pico pela manhã, outro ao meio-dia e o terceiro no fim do dia. Entre os períodos nos quais há uma maior utilização das patinetes estão o fim da tarde de quarta e o meio-dia de sexta-feira. As distâncias percorridas são curtas — em média, durante os dias da semana, de 1,5 km. Já nos finais de semana esse número aumenta para 1,8 km. Os números seguem a tendência de outras regiões onde a Grow opera, como Peru e Argentina.

Debates

Em diversas cidades ao redor do mundo, a utilização das patinetes provocou uma discussão sobre o impacto em espaços públicos, como praças, canteiros centrais, ciclovias, ruas, avenidas e calçadas. No Brasil não foi diferente. As principais reclamações estão relacionadas com a falta de estacionamentos específicos. Com a falta de um local para as patinetes, muitas ficam no meio da calçada, obstruindo a passagem de pedestres e prejudicando a mobilidade de pessoas com deficiência. Os especialistas divergem, mas muitos dizem que a legislação nacional não está atualizada.

Recentemente, a gestão Bruno Covas (PSDB), publicou um decreto que regulamenta o serviço de compartilhamento de patinetes elétricas na cidade de São Paulo. Para quem deixar o veículo na calçada, a multa pode chegar a R$ 500. Também foram criados bolsões de estacionamento de patinetes. 

Segurança

Em maio, o Procon-SP notificou quatro empresas que alugam patinetes elétricos e bicicletas em São Paulo a prestarem esclarecimentos sobre a segurança dos equipamentos. A medida, segundo o órgão, foi tomada por causa do aumento de casos de acidentes com esses veículos. Além do manuseio correto de ferramentas para a fabricação de um veículo seguro, também há outros aspectos de segurança.

Um levantamento da Procon-SP diz que, entre pessoas que já utilizaram serviços de aluguel de patinetes elétricos na cidade de São Paulo, 81% disseram que não usam equipamentos de segurança.. A entidade entrevistou 391 usuários, em um universo de 1.381 entrevistados.

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