Problemas cardíacos nos pets: Como identificar?

Veterinária especialista da Petz orienta sobre a importância do diagnóstico precoce e como cuidar do coração dos bichinhos de estimação

O alerta do Dia do Coração (29 de setembro) também é importante para cuidar dos pets. Além da propensão de cada raça, com o avanço da idade, os problemas cardíacos em cães e gatos tendem a aumentar. Por isso, o check-up de seis em seis meses é fundamental para a prevenção e diagnóstico precoce. “Todas as doenças podem ser controladas com medicação, retardando sua progressão e trazendo conforto para os bichinhos de estimação”, orienta a veterinária especialista em cardiologia da Petz, Dra. Michelle Caroline Claviço.

As doenças

A cardiopatia mais comum em cães são as endocardioses, que atingem as válvulas do coração, a mitral e a tricúspide, com a idade avançada e predisposição racial. Esse tipo de doença afeta principalmente os cães de porte pequeno, como poodle, teckel e cavalier. Já raças como cocker, boxer e terra nova são mais propensas à cardiomiopatia dilatada, caracterizada pela dilatação do ventrículo por uma alteração do músculo cardíaco. Em gatos, a mais comum é a cardiomiopatia hipertrófica, causada também por uma alteração do músculo cardíaco de origem mais comum a hereditariedade.

Uma outra doença que tem preocupado é a dirofilariose, provocada por um verme que se aloja no coração dos pets, transmitida por mosquito. A incidência é maior no litoral, mas há registros também em outras regiões. Para este caso, a Petz oferece uma nova vacina que previne contra o parasita dirofilária, causador da doença.

Os sinais

Os principais sintomas das cardiopatias são intolerância aos exercícios, tosse principalmente no período noturno, cansaço fácil, apatia, prostração, desconforto em algumas posições, cianose (coloração arroxeada da língua) e desmaios em alguns casos. Além de ficar de olho nesses sinais, as pessoas devem levar o pet às visitas periódicas ao veterinário.

“Quando auscultamos os pets, podemos identificar alterações no ritmo dos batimentos (arritmias) e mudanças nos sons do pulmão (crepitação)”, explica a Dr. Michelle. Para confirmar o diagnóstico são feitos exames como ecocardiograma, eletrocardiograma e raio X de tórax. “O tratamento varia da doença, do estagio e da sintomatologia do pet. Como cada um tem sua particularidade, às vezes, é necessário utilizar uma droga diferente para cada bichinho.”

Oito dicas para prevenir e cuidar do coração dos pets

1 – Realizar check-ups de seis em seis meses;

2 – Ter uma alimentação equilibrada com ração super premium;

3 – Evitar a obesidade, que é um dos fatores de risco;

4 – Manter a saúde oral, com cuidados e escovação frequente, porque as bactérias estão relacionadas às cardiopatias;

5 – No caso da dirofilariose, além da prevenção com uso mensal de vermífugos, há agora uma vacina que protege os pets com uma dose anual;

6 – Enriquecer o ambiente que os pets ficam com brinquedos que estimulem a atividade física;

7 – Passear com frequência para caminhadas moderadas e diversão;

8 – Conhecer a predisposição que a raça do pet apresenta.

 

 

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