Diabetes: Perda de peso é apontada como nova prioridade no tratamento do Diabetes Tipo 2 por sociedades internacionais

A perda de peso tornou-se prioridade para o tratamento do Diabetes Tipo 2. A nova orientação de conduta clínica está sendo colocada pela primeira vez como medida que antecede a redução nos níveis de glicemia para o sucesso no controle do diabetes tipo 2.

A informação começou a ser divulgada, no início do mês de junho, durante o 82nd Scientific Sessions of the American Diabetes Association, realizado no Estados Unidos, onde a Sociedade Americana de Diabetes e a Sociedade Europeia propuseram um novo algoritmo, orientando que o tratamento da obesidade deve ser o primeiro passo para o tratamento do diabetes tipo 2 e, consequentemente, para reduzir os índices glicêmicos.

Um novo algoritmo significa rever as diretrizes que irão guiar o tratamento de uma doença, principalmente de doenças crônicas como diabetes tipo 2.

Os algoritmos – revisados anualmente – regulam desde o tratamento nos consultórios e chegam até a revisão de políticas públicas para o tratamento do diabetes tipo 2. Isso inclui o passo a passo dos cuidados, como será a infraestrutura, a ordem de preferências medicamentosas e a indicação cirúrgica.

Uma série de estudos e pesquisas direcionaram a nova diretriz publicada na revista científica JAMA Clinical Review & Education neste mês.

A proposta também deverá chegar ao Brasil neste ano e integrar os algoritmos da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Além do tratamento clínico convencional, que prevê dieta, atividades físicas, terapia comportamental e medicamentos para controle da obesidade e do diabetes, a Sociedade Americana de Diabetes também passou a recomendar a cirurgia metabólica para pacientes que não alcançam perda de peso duradoura ou melhora das comorbidades com métodos não cirúrgicos.

“Vários ensaios clínicos randomizados mostraram melhorias maiores no controle glicêmico com tratamento cirúrgico versus tratamento médico. Uma metanálise de coorte pareada e estudos prospectivos controlados mostraram menor mortalidade por todas as causas com cirurgia metabólica, especialmente em indivíduos com diabetes preexistente”, aponta a diretriz.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Dr. Fábio Viegas, a relação entre o excesso de peso e o diabetes tipo 2 é clara e já conhecida pela medicina e comunidade científica.

“A obesidade é uma doença crônica e multifatorial. Quanto maior for a quantidade de gordura corporal de um paciente, maior será a resistência insulínica e por consequência haverá um aumento dos níveis de glicose no sangue. Isso pode levar ao diabetes tipo 2 e agravar os casos em que a doença já é pré-existente. Por isso a perda de peso é tão importante para o controle do diabetes”, afirma Viegas.

Embasamento científico

A nova diretriz da Sociedade Americana de Diabetes, que também será incorporada pela Sociedade Europeia de Diabetes, foi baseada em um estudo publicado no The Lancet, uma das mais importantes revistas científicas do mundo e que apontou um efeito importante no controle do diabetes tipo 2, induzindo a remissão em grande parte dos pacientes e melhora considerável do estado metabólico a partir de uma perda de 15% de peso.

“É hora de considerar mudar o foco do tratamento para pacientes com diabetes tipo 2 da atual abordagem glicocêntrica reativa para abordar a obesidade, o principal fator da resistência insulínica. […] As evidências sustentam que a perda de peso pode reverter fundamentos fisiopatológicos do diabetes tipo 2. Atingir e manter uma perda de peso ideal de 15% deve ser a meta inicial do tratamento para um conjunto considerável de pessoas com diabetes tipo 2”, dizem os pesquisadores.

O artigo do The Lancet contou com a participação do Dr. Ricardo Cohen, ex-presidente da SBCBM, além de pesquisadores dos EUA, Austrália e Irlanda. “Esta é a primeira vez que a perda de peso é mencionada como passo inicial no tratamento do diabetes tipo 2 para que depois haja redução na glicemia, ou seja, o emagrecimento foi apontado como a principal ferramenta para interromper a evolução da doença a longo prazo”, afirma o Dr. Ricardo Cohen.

Obesidade e Diabetes no Brasil

No Brasil, a obesidade aumentou 72% entre 2006 e 2019, saindo de 11,8% para 20,3%, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). O excesso de peso (IMC igual ou maior que 25) está presente em 55,4% dos brasileiros.

Com relação à diabetes, o Brasil é o sexto país em incidência da doença no mundo e o primeiro na América Latina. São 15,7 milhões de pessoas adultas com esta condição, e a estimativa é que, até 2045, a doença alcance 23,2 milhões de adultos brasileiros. Cerca de 90% dos casos de diabetes no mundo são do Tipo 2, que está relacionado com o excesso de peso e resistência à insulina, segundo a Federação Internacional de Diabetes.

Pessoas com diabetes tipo 2 precisam de acompanhamento com especialista e medicação para estimular o pâncreas a produzir insulina e diminuir a absorção de carboidratos (que o organismo converte em açúcar). A insulina também pode ser indicada e todos os tratamentos estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Cirurgia metabólica

Como acontece com qualquer tratamento médico, alguns pacientes podem não responder como esperado. Nesses casos, a cirurgia metabólica pode ser necessária para prevenir a progressão da doença e as consequências do diabetes. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou o tratamento cirúrgico do diabetes tipo 2 em 2017, com critérios de indicação para falha de tratamento e obesidade leve com índice de massa corporal (IMC) entre 30 kg/m² e 34,9 kg/m².

Número de casos de “varíola dos macacos” continua crescendo no Brasil; Especialista esclarece cinco dúvidas

Infectologista do Hcor acredita que a epidemia no país possa ser controlada com a disseminação de informação

O primeiro caso de Varíola Símia no Brasil foi confirmado no início de junho, na cidade de São Paulo. Quase dois meses depois, a capital paulista também anunciou a contaminação de crianças entre 4 e 6 anos. Em 29 de julho, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro óbito pela doença, de um homem de 41 anos, em Belo Horizonte (MG), ocorrido em 28 de julho. Com o aumento no número de pessoas infectadas, que se aproxima da marca de mil — a maioria no estado de São Paulo –, cresce a preocupação sobre uma epidemia no país.

Segundo o Dr. Ingvar Ludwig, infectologista do Hcor, o aumento de casos no Brasil segue um ritmo semelhante ao de países europeus, como Espanha, Alemanha e Reino Unido, sinalizando um avanço do surto em escala global. “Trata-se de um vírus com potencial epidêmico. Entretanto, diferentemente do que foi observado com a Covid-19, a Varíola Símia exige contato muito próximo e/ou prolongado para transmissão de pessoa a pessoa, não sendo característica a rápida disseminação. Ainda, o quadro clínico é rotineiramente autolimitado e complicações graves não são frequentes”, explica.

A melhor forma de controlar o avanço da doença, de acordo com o especialista, é por meio da informação. “É fundamental que a população saiba reconhecer os sintomas e procurar atendimento. Os serviços de saúde também precisam estar atentos e preparados para lidar com casos suspeitos, além de notificar os órgãos de saúde para que medidas sejam instituídas, como o isolamento e o rastreio de contatos próximos”, orienta.
 

Para ajudar a disseminar o conhecimento sobre a Varíola Símia, também denominada MonkeyPox (MPX) ou “varíola dos macacos”, o infectologista esclarece cinco dúvidas:
 

1. O uso de máscaras previne a transmissão da varíola símia?

Sim, apesar de o principal mecanismo de transmissão entre humanos ser o contato direto com lesões de pele ou mucosas infectadas, também pode ocorrer a partir de gotículas respiratórias de um indivíduo com infecção ativa. Este tipo de transmissão geralmente requer uma exposição mais prolongada. Desta forma, a utilização de máscaras, cobrindo adequadamente o rosto, pode auxiliar na não disseminação do vírus.

2. Como saber se estou com varíola dos macacos?

Pessoas que apresentem lesões compatíveis com a doença, ou que tiveram contato próximo com um caso confirmado, devem procurar atendimento médico para avaliação adequada.

Habitualmente, as lesões seguem um padrão típico: iniciam-se como manchas bem delimitadas que progridem para vesículas (bolhas), que se rompem e posteriormente se transformam em crostas. A partir da lesão inicial, novas progridem rapidamente para outras partes do corpo. Além do acometimento da pele, pacientes também podem manifestar sintomas sistêmicos, como febre, mal-estar, prostração e adenomegalia (presença de gânglios/ínguas).

3. Como é o tratamento da doença?

Não existe um tratamento específico para a infecção pelo vírus Monkeypox. O manejo é sintomático e envolve a prevenção e o tratamento de infecções bacterianas sintomáticas. Alguns antivirais, atualmente não disponíveis no Brasil, podem ser utilizados em casos muito específicos.
 

Os pacientes devem ser instruídos a manter as lesões de pele limpas e secas para prevenir infecção bacteriana secundária. Recomenda-se lavar as mãos com água e sabão ou usar desinfetante à base de álcool antes e depois de manipular as lesões, que devem ser limpas suavemente com água. A erupção não deve ser coberta, mas deixada ao ar livre para a cicatrização.
 

4. As lesões na pele deixam cicatrizes permanentes?

Após a queda das crostas, é possível observar a presença de cicatrizes planas e/ou alteração da tonalidade da pele das regiões acometidas. No entanto, elas tendem a se resolver espontaneamente. A presença de infecções bacterianas secundárias pode agravar o quadro clínico e a possibilidade de cicatrizes mais graves. Por isso, a avaliação médica é fundamental para a escolha do tratamento mais adequado.

5. A vacina da varíola comum protege contra a “dos macacos”?

A vacina contra a varíola (Smallpox) pode proporcionar proteção cruzada contra o vírus Monkeypox, uma vez que ambos pertencem à mesma família e gênero. O Brasil recebeu o certificado de erradicação da varíola em 1973, sendo a vacinação estendida até 1975. Pessoas que nasceram antes deste período foram vacinadas para a varíola, devido à campanha de erradicação da doença, iniciada em 1966, que atingiu toda a população brasileira.

Síndrome de Sjögren: uma doença silenciosa que acomete nove mulheres a cada homem

Sociedade Paulista de Reumatologia alerta para o difícil diagnóstico desta doença autoimune, também conhecida como síndrome seca

Você já ouviu falar da síndrome de Sjögren (pronuncia-se xegren)? Tão difícil quanto o nome, é o diagnóstico desta doença sem cura, caracterizada principalmente pela secura nos olhos, na boca, na pele e na região vaginal, mas que também pode comprometer vários órgãos.


“É uma doença inflamatória e crônica desconhecida não só pela população em geral, mas também por muitos colegas médicos. Há, em média, uma demora de 6 a 10 anos para o diagnóstico correto, pois as características clínicas apresentadas pelos pacientes, são comuns a outras situações, como fibromialgia, hipotireoidismo, diabetes, menopausa, uso de medicamentos para depressão, alergias e pressão arterial”, explica a médica reumatologista, Dra. Virgínia Moça Trevisani, membro da Comissão Científica da Sociedade Paulista de Reumatologia (SPR) e coordenadora da Comissão de Síndrome de Sjögren pela Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Dra. Virgínia alerta que as pessoas demoram para reconhecer que fadiga ocular, sensação de areia, coceira vermelhidão, embaçamento da visão e sensibilidade à luz são sinais de olho seco. Da mesma forma, ardência na língua, feridas nos cantos da boca, infecções fúngicas, dificuldade para mastigar e engolir alimentos sólidos e cáries são sinais e sintomas de boca seca. “A secura, aliás, estende-se à pele, à região vaginal e ao trato respiratório, o que causa tosse seca e irritativa principalmente à noite”, ressalta.


Outra manifestação clínica frequente na síndrome de Sjögren é o cansaço intenso, caracterizado por exaustão e dificuldade para fazer as atividades diárias. “Cerca de 70% dos pacientes apresentam fadiga associada com olho seco e boca seca”, alerta Dra. Virgínia.


A síndrome de Sjögren acomete nove mulheres para cada homem, especialmente na faixa etária entre os 40 e 60 anos, porém pode ocorrer em qualquer idade. “É uma fase em que a mulher está passando pelo climatério, menopausa, o que e dificulta ainda mais a identificação da síndrome.”


Cerca de 50% dos pacientes com síndrome de Sjögren podem manifestar também acometimento em outros sistemas, como articulações, pele, pulmões, rins, pâncreas, fígado, sistema digestivo, sistema hematológico e o sistema nervoso central e periférico.

Sem cura — Por ser uma doença autoimune e sistêmica, os próprios anticorpos produzidos pelo organismo reagem contra a pessoa, causando inflamação e mal funcionamento principalmente das glândulas que produzem lágrimas e salivas.


As causas por trás desta síndrome ainda são pouco conhecidas. Mas pesquisas indicam que a predisposição genética, além de fatores ambientais como infecções virais e alterações hormonais e emocionais podem desencadear a doença. A síndrome de Sjögren pode acontecer isoladamente ou associada a outras doenças reumáticas, como a artrite reumatoide, o lúpus eritematoso sistêmico e a esclerodermia.


Todas as pessoas com sinais e sintomas de olho seco, boca seca — associado ou não à fadiga — devem procurar um reumatologista e serem investigadas também para a síndrome de Sjögren.

DIAGNÓSTICO – Para fechar o diagnóstico, o reumatologista conta com a ajuda do oftalmologista, para exames que confirmem o olho seco. Também é necessário avaliar o fluxo salivar, ou seja, a quantidade de saliva produzida em um determinado tempo. Outro exame é a pesquisa de autoanticorpos como o anti-Ro/SSA no sangue, indicador da síndrome de Sjögren. Um exame de sangue simples pode mostrar uma diminuição dos leucócitos, das hemácias e a presença do anticorpo, anti-Ro, o que ajudará no diagnóstico.

“Caso o anticorpo (anti-Ro/SSA) dê negativo e a suspeita no diagnóstico permaneça, o reumatologista pode solicitar uma biópsia da glândula salivar menor. É uma técnica cirúrgica, mas minimamente invasiva, e que ajuda na comprovação do diagnóstico”, explica Dra. Virgínia M. Trevisani.

TRATAMENTO – O tratamento da síndrome de Sjögren consiste principalmente no controle dos sintomas. Para os olhos são indicados lubrificantes oculares específicos, sem conservantes, além de orientações como piscar os olhos, evitar ficar longos períodos no celular e no computador e usar óculos escuros sempre que sair em ambientes ensolarados. Para a saúde da boca, pode-se usar saliva artificial, estimulantes para produção de saliva (como chicletes com xilitol) e higienização oral cuidadosa em casa, além de um acompanhamento de perto do dentista. Já para a pele e a região vaginal, recomenda-se o uso diário de cremes ou gel hidratantes. Também deve-se beber muita água, manter uma alimentação saudável, rica em ômega 3, que é um alimento anti-inflamatório.


Além destes produtos específicos, o tratamento com medicações sistêmicas, quando necessário, deve ser orientado pelo reumatologista. Aliás, esse é o médico especialista no tratamento de pacientes com síndrome de Sjögren. A Dra. Virgínia também ressalta que o tratamento deve ser multidisciplinar com a participação do oftalmologista, do cirurgião dentista, do ginecologista, do fisioterapeuta e do educador físico.

SUS amplia distribuição de canetas de insulina para pacientes com diabetes a partir de 45 anos

Campanha Caneta da Saúde tem o objetivo de divulgar a disponibilidade e os benefícios do dispositivo; iniciativa contará novamente com caminhão itinerante, gibi e ativações com influenciadores, além de Kwaizaço, game, filtro, ações em comunidades e jingle

Com a divulgação da Nota Técnica No 169/2022, o Ministério da Saúde estabeleceu a ampliação da faixa etária de pacientes com diabetes tipo 1 e 2 que poderão ter acesso gratuito à caneta de insulina disponibilizada pelo SUS. Agora, além de pessoas com até 19 anos de idade, adultos a partir de 45 anos podem receber o medicamento nos postos ou nas unidades básicas de saúde (UBS), desde que tenham indicação e receita médica.

A partir dessa Nota, 70% dos pacientes com indicação de insulina humana terão acesso à caneta e, em 2023, a previsão é atender 100% das pessoas que precisam do medicamento.

A caneta preenchida com insulina é considerada um dos métodos mais eficazes e seguros para o tratamento de diabetes tipo 1 e 2. Para disseminar a informação sobre a disponibilidade do medicamento, a campanha Caneta da Saúde segue visitando diversas cidades do Brasil e nos dias 04 e 05 chega em Osasco (SP).

A iniciativa é fruto da parceria entre a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e a Novo Nordisk, empresa líder global de saúde dedicada a promover mudanças para vencer o diabetes, obesidade e outras doenças crônicas graves.

De acordo com a diretora médica da Novo Nordisk, Priscilla Mattar, a continuação da campanha é essencial, especialmente em um momento em que a prevalência do diabetes cresce no mundo inteiro. “Somente no Brasil, mais de 16 milhões de pessoas convivem com a doença.1 Em 2021, a campanha Caneta da Saúde levou informação e educação a quase 45 milhões de pessoas e, com a expansão das ações este ano, esperamos ir além”, explica.

Caminhão da Saúde

Como parte da campanha, o Caminhão da Saúde irá percorrer 20 cidades, de dez estados brasileiros, levando não apenas a informação sobre a disponibilidade da caneta, mas atividades interativas, como aulas de dança, game sobre alimentação saudável e um mini estúdio para criação de conteúdo e compartilhamento nas redes sociais.

Nos dias 04 e 05 de agosto, o veículo ficará na Policlínica Zona Sul, localizada na Rua José Gimenes Gomes, 1 – Osasco (SP). Na sequência, visita as cidades de São Bernardo do Campo (SP), Criciúma (SC), Florianópolis (SC), entre outras.

Demais ações da campanha

Além do caminhão, a campanha conta com uma série de iniciativas, como hotposts disponibilizando wi-fi gratuito nas comunidades da Rocinha e Jacarezinho (RJ), Paraisópolis e Heliópolis (SP), Amaralina e Valéria (BA) (para utilizar a internet será preciso assistir ao conteúdo produzido sobre a campanha), gibis da Turma da Mônica personalizados sobre o diabetes, ativação com influenciadores digitais, Kwaizaço — ação com influenciadores do aplicativo Kwai, filtro gamer para utilizar no Instagram e um jingle em vários ritmos, do pop ao sertanejo.

Em 2021, 27 cidades receberam a campanha. Foram, aproximadamente, 26.000 km percorridos e mais de 50 mil pessoas atendidas que tiveram a possibilidade de tirar suas dúvidas e entender os verdadeiros benefícios da caneta preenchida de insulina.

IMPORTANTE:Não haverá distribuição de canetas preenchidas de insulina no caminhão. O objetivo da campanha é divulgar os benefícios e a disponibilidade da caneta no SUS para pacientes, profissionais da saúde, familiares e cuidadores. A caneta está disponível para pessoas com diabetes tipos 1 e 2, preferencialmente até 19 anos e a partir de 45 anos. Mais informações estão disponíveis no site da campanha e nas mídias sociais: Instagram e Facebook

SERVIÇO

Campanha: A Caneta da Saúde

Data: 04 e 05 de agosto/2022

Local: Policlínica Zona Sul, Rua José Gimenes Gomes, 1 – Osasco (SP).

Horário: das 09h00 às 17h00.

Sobre o diabetes

O diabetes é uma condição crônica que se caracteriza pela produção insuficiente ou resistência à ação da insulina, hormônio que regula a glicose (açúcar) no sangue e garante energia ao organismo. O tipo mais comum de diabetes é o tipo 2, quando a insulina produzida pelo pâncreas não consegue agir adequadamente.2

O diabetes tipo 2 está diretamente relacionado ao sobrepeso, sedentarismo, colesterol e triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos de vida não saudáveis. Embora seja considerada uma doença silenciosa e não apresente sinais na maior parte do tempo, alguns sintomas podem surgir quando os níveis de açúcar estão muito altos no sangue, incluindo fome e sede frequentes, vontade de urinar constante, formigamento nos pés e mãos, visão embaçada e demora na cicatrização de feridas no corpo.3,4

Já o diabetes tipo 1, geralmente diagnosticado na infância ou adolescência, mas também pode ocorrer em adultos, ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente, o que exige um tratamento com uso diário de insulina. Seus sintomas no momento do diagnóstico incluem fome e sede frequentes, vontade de urinar constante, fraqueza, perda de peso, fadiga, náusea e vômito.

O diabetes pode desencadear complicações no coração, artérias, olhos, rins e nervos. Independentemente do tipo, ao aparecimento de qualquer sintoma é fundamental que o paciente procure o atendimento médico especializado para dar início ao tratamento adequado.5

Varíola: especialista explica tudo sobre a doença

Professora da Faculdade Anhanguera aponta as diferenças entre a Varíola, doença erradicada na década de 1980, e a Varíola dos Macacos, que tem registrado casos pelo mundo

Com a redução do número de casos e internações, e tendo a pandemia de Covid-19 sob relativo controle, as pessoas puderam respirar um pouco mais aliviadas. Até que começaram a surgir no noticiário informações sobre casos de Varíola dos Macacos.

Mas afinal de contas, que doença é essa? A coordenadora do curso de Biomedicina da Universidade Anhanguera, Alessandra Furtado Nicoleti, explica que a varíola foi erradicada (ou seja, não existe mais entre a população) na década de 1980 depois de uma grande campanha internacional de vacinação promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 

“Os registros apontam que a varíola vitimou mais de 300 milhões de pessoas pelo mundo, antes de ser declarada erradicada. É considerada umas das mais devastadoras moléstias que a humanidade já enfrentou, matando mais até do que as duas grandes guerras mundiais somadas e do que a gripe espanhola”, diz.
 

A varíola é causada pelo vírus Orthopoxvirus variolae e a transmissão acontecia de pessoa para pessoa, a partir da inalação de gotículas contendo o vírus, eliminadas ao tossir, espirar ou falar, ou contato direto. Os sintomas eram similares aos de uma gripe comum, mas quando o vírus se instalava no organismo pelo sistema linfático, começavam a aparecer manchas, que evoluíam para pústulas e bolhas de líquido e pus. Ao estourarem, as bolhas podiam deixar marcas na pele para o resto da vida do paciente.

Na época do surto de varíola, como não havia cura, a recomendação era esperar o organismo do paciente reagir e combater o vírus. Havia dois tipos de varíola: a varíola major, tipo mais radical da doença, que levava 30% dos doentes à óbito; e a varíola minor, um tipo mais leve que levava a óbito apenas 1% dos doentes.

“Como a doença foi erradicada, o Brasil não oferece mais a vacina em seu calendário do SUS desde a década de 1970. Mas quem tomou a dose naquela época ainda tem algum tipo de proteção contra as Varíola dos Macacos”, explica a especialista.

VARÍOLA DOS MACACOS

A Varíola dos Macacos é uma zoonose silvestre viral (transmitida aos seres humanos a partir dos animais) que ocorre em regiões como as florestas da África Central e Ocidental. A doença é causada pelo vírus Monkeypox, que pertence ao gênero Orthopoxvirus, e foi observada inicialmente em macacos em um laboratório em 1958, na Dinamarca.

Os sintomas da Varíola dos Macacos são semelhantes aos da Varíola, mas com menor gravidade: febre, dores de cabeça, musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão, além de lesões na pele que se desenvolvem primeiramente no rosto e depois se espalham para o corpo. Essas lesões se assemelham à catapora ou à sífilis até formarem uma espécie de crosta, que depois cai.
 

A transmissão da doença se dá a partir do contato com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e objetos e materiais contaminados, como roupas de cama.
 

O possível surto foi identificado primeiro em pacientes do Reino Unido que não tinham viajado para regiões endêmicas, e a OMS ainda não identificou a fonte de transmissão desses novos casos. Como surgiram casos em outros países, isso pode significar que está havendo transmissão comunitárias em tais nações.
 

“As transmissões atuais têm acontecido por meio de contato físico entre pessoas sintomáticas, então, ficam valendo as recomendações de, identificados sintomas que possam indicar a doença, o paciente deve procurar imediatamente o serviço de saúde para receber tratamento adequado e cumprir as medidas sanitárias necessárias para evitar a propagação”, finaliza Alessandra.

Conheça os benefícios de consumir folhas verdes…

Alface, rúcula, couve, agrião e espinafre são exemplos de alimentos ricos nutricionalmente

Para manter uma alimentação balanceada, consumir folhas verdes é essencial. Ricas em fibras e antioxidantes, esses vegetais auxiliam a promover a sensação de saciedade. A categoria desses alimentos ainda oferece cálcio, ferro, potássio, vitaminas A e C, ajudam a combater os radicais livres e a retardar o envelhecimento das células, além de atuar na prevenção do câncer.

Com tantos benefícios, as folhas verdes podem ser adicionadas às refeições como acompanhamentos ou em pratos principais como suflê, recheios de massas, bolos e sucos. Segundo o coordenador do curso de Nutrição do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Graças, Diego Ricardo, esses alimentos são essenciais para manter a saúde do corpo, do cabelo e da pele.

“Elas são benéficas para o cérebro, combatem alergias e inflamações. As folhas verde escuras são as melhores opções de fontes de cálcio para o organismo. A couve, que geralmente tem um preço mais popular, é excelente no processo de detoxificação hepática”, ensina.

As que possuem o tom mais escuro ainda atuam no controle de açúcar no sangue. “Para as crianças, é excelente porque previne o aumento do colesterol, sobretudo o LDL. E ainda colabora para o crescimento, devido ao cálcio, além de fortalecer as ações do organismo e a função das enzimas com o ferro”, comenta.

Quem deseja inserir esses alimentos no cardápio pode começar introduzindo as folhas em sanduíches, refogados e tortas. “O importante é começar a consumir. É só usar a criatividade na cozinha. Pode apostar nesses alimentos porque tem propriedade cicatrizante e auxilia na melhora do sistema imunológico”, finaliza.

Enxaqueca: saiba quais alimentos e bebidas pioram as crises

Especialista comenta quais alimentos e bebidas desencadeiam crises de enxaqueca

Existem mais de 150 tipos de dores de cabeça, sendo a enxaqueca (migrânea) uma delas e a mais prevalente na sociedade mundial. Trata-se de uma doença neurovascular, causada por desequilíbrio químico no sistema nervoso central. Caracteriza-se como dor latejante em apenas um dos lados da cabeça, cuja frequência varia desde episódios bem espaçados a várias vezes ao mês, com crises que duram até 72 horas. Ainda há um tipo de migrânea que não causa dor, sendo suas principais características vertigem, tontura e desequilíbrio.

A enxaqueca possui quatro principais fases: pródromo (premonitória), aura, crise, pósdromo, respectivamente nessa ordem, mas nem sempre as pessoas passam por todas elas. A doença separa-se em dois subtipos: sem aura (75% dos casos) e com aura (25%). A enxaqueca sem aura é a dor unilateral, com intensidade moderada ou grave, podendo aumentar com atividade física de rotina. O indivíduo sente náuseas, fotofobia (intolerância à luz), desconforto a sons e odores fortes, além de ter transtornos gástricos.

O incômodo com aura está relacionado a sintomas neurológicos focais transitórios, os quais antecipam ou acompanham a cefaleia. A aura é um aviso fisiológico que acomete a visão ou outros sentidos. Já os sintomas neurológicos da doença surgem unicamente em um lado do corpo ou do campo visual, pode acometer a fala, ser sensorial ou motor.

“As causas da enxaqueca podem ser múltiplas e ainda falta muito para a ciência estudar e explicar neste campo. Contudo, algumas condições podem ser desencadeantes para o quadro, como estresse, uso indiscriminado de remédios, o hábito de fumar, jejum prolongado e até o consumo errado de determinadas bebidas e alimentos”, explica a nutricionista Nadya Caroline Mambelli Magri, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera.

A especialista esclarece que cada organismo tem sensibilidade diferente aos alimentos, por isso é importante avaliação nutricional para determinar quais causam efeitos indesejáveis em cada pessoa. O café, por exemplo, consumido de forma moderada é saudável, mas em uma crise de enxaqueca, pode piorar a dor em organismos mais sensíveis aos nutrientes. Quem toma a bebida com frequência e interrompe bruscamente o consumo, sem realizar “desmame”, pode ativar uma crise.

“Não é recomendável simplesmente privar o indivíduo do consumo, o correto é realizar um diagnóstico adequado que possibilite tratamento para evitar as crises. Além disso, a simples retirada de um determinado alimento da dieta pode acarretar deficiências nutricionais que podem prejudicar o bom funcionamento do organismo”, comenta.

Entre as bebidas que mais ocasionam dor estão o vinho tinto, a aguardente e a cerveja. No grupo dos alimentos estão os queijos maturados, carne de porco, chocolate, derivados do leite e até mesmo as frutas cítricas, porque contêm aminas vasoativas: octopamina, fenilalanima e tiramina. Os aditivos alimentares que ativam a enxaqueca são o aspartame, o glutamato monossódico e o nitrato de sódio e diversos corantes. A ingestão de alimentos enlatados e em conserva são gatilhos para a migrânea, assim como os ultra processados com muitos conservantes, corantes e aditivos artificiais.

A coordenadora ressalta a importância de manter a alimentação saudável o tempo todo e não apenas durante a enxaqueca. A hidratacao é fundamental para manter o equilíbrio do corpo e está relacionada diretamente com crises de enxaqueca. Após a crise cessar, acontece a fase pósdromo, mesmo sem dor o indivíduo não tem energia para se dedicar às atividades, principalmente as intelectuais, pois a etapa é semelhante à pródromo em que a fadiga está presente.

“Uma boa dica para evitar crises é manter uma dieta equilibrada, com consumo de alimentos mais saudáveis, em detrimento dos produtos industrializados, e ingerir bastante água. Além disso, esses hábitos, além de evitar a enxaqueca, também contribuem para a saúde geral do organismo e para a longevidade”, finaliza Nadya.

Variola dos macacos: OMS declara doença emergência de saúde global

A decisão é uma tentativa de provocar iniciativas internacionais em busca de respostas efetivas contra o vírus, presente em de 75 países. No Brasil já são mais de 590 casos registrados e rede privada de saúde mobiliza às ações de combate à doença

Em entrevista coletiva, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, declarou a Variola dos macacos emergência de saúde global e explicou que a decisão pretende provocar as autoridades mundiais na busca por respostas efetivas e coordenadas de combate à disseminação do vírus. “Este é um surto que pode ser interrompido com estratégias certas”, declarou Adhanom.

A doença, que já fez mais 16 mil vítimas em todo o mundo, soma aproximadamente 600 registros no Brasil – segundo o Ministério da Saúde – indicadores que motivam a rede privada a se unir às iniciativas de apoio e combate à varíola. Um exemplo que vem de Brasília é o do Grupo Sabin que desenvolveu o exame qPCR.

A empresa, que é referência em medicina diagnóstica, já inseriou o teste em seu portfólio para um diagnóstico preciso a partir feito de uma amostra coletada por meio de um swab nas lesões provocadas pela doença. Produzido por pesquisadores do Núcleo Técnico Operacional (NTO), o exame tem resultado definido em até três dias.

A biomédica e gerente do NTO do Sabin, Graciella Martins, explica que dentro do laboratório foi desenhado um plano direcionado para detecção do vírus com os resultados iniciais que comprovaram a eficácia da metodologia – ainda na etapa de validação – e confirmaram que o DNA identificado na amostra é de fato do Monkeypox virus.

Ainda segundo a especialista, “a implementação rápida do exame pode contribuir com as estratégias das autoridades sanitárias para controle da transmissão viral”. Além disso, a biomédica observa que “a oferta de exames também na rede privada pode aliviar a demanda e encurtar o tempo de diagnóstico”.

Atualmente, são considerados casos suspeitos pessoas que apresentem erupções cutâneas agudas em qualquer parte do corpo (incluindo região genital) sugestivas de monkeypox, associadas a febre, dor de cabeça e linfoadenomegalia, que é o inchaço dos gânglios linfáticos, e com histórico de viagem para países endêmicos ou contato próximo com indivíduo infectado.

Clinicamente menos grave que a varíola humana, a varíola dos macacos foi identificada em 1958 e é transmitida pelo vírus monkeypox. A doença zoonótica viral é confirmada por meio de exames e a partir confirmação diagnóstica, o indivíduo deve permanecer em isolamento de contato conforme recomendação médica.

Ansiedade, medo e fobia: entenda as diferenças

Psicóloga explica as diferenças e as formas de tratamento

Você se assusta ao ver uma barata ou cobra, sente frio na barriga ao estar em ambientes com altura elevada, fica desconfortável ao falar em público? Seria fobia ou medo? Qual é a causa? Tem tratamento? Será que é consequência da ansiedade?
 

A coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, professora Sueli Cominetti Corrêa (Psicóloga — CRP 06/50926), explica que primeiramente é importante entender que todas as pessoas vivenciam ansiedades e medos, e que toda situação nova provoca reações em nós. Ter noção do que estas reações são é importante para buscar ajuda quando necessário.
 

ANSIEDADE
 

A especialista afirma que continuamente vivemos em nossa sociedade situações diferentes, novas e até desafiadoras, que não sabemos que forma terão. Nossa rotina é recheada de novidades, notícias e mudanças – tudo pode acontecer, então, é natural que sintamos mais ansiedade.
 

“A ansiedade é uma reação psicofisiológica, ou seja, uma reação física e emocional. A sensação da pessoa é de apreensão e inquietação. Pode ser despertada por inúmeros motivos que são interpretados por nós como preocupação, angústia, sensação de alerta, mas não é gerada por um perigo concreto e evidente que se apresenta para a pessoa — não tem algo presente naquele momento que a pessoa consiga dizer que foi o disparador daquelas sensações”.
 

Compreendidas e vivenciadas as mudanças, a ansiedade despertada diminui e ficamos bem, tendo momentos de tranquilidade e bem-estar. O nível de autoestima e de confiança em nós mesmos, o nível de autocrítica que desenvolvemos, interferem na forma como entendemos as situações e fatos.
 

A professora também explica que algumas ocorrências rotineiras podem ser vistas como mais ameaçadoras do que de fato são, e a pessoa não sai do quadro de ansiedade. Quando a ansiedade não passa e/ou é excessiva, podemos pensar num quadro de transtorno de ansiedade. São os quadros patológicos.
 

“Quadros de ansiedade generalizada, por exemplo, são aqueles que persistem por seis meses ou mais e têm como sintomas insônia, dificuldades em relaxar, angústia constante, irritabilidade, dificuldade em concentrar-se… O diagnóstico deve ser feito por profissional da área que vai analisar os sintomas, a intensidade e persistência do quadro”.
 

Segundo a psicóloga, autoconhecimento e fortalecimento da autoestima, frutos de psicoterapia, ajudam no enfrentamento e superação destes quadros. Em determinadas situações, o psiquiatra poderá atuar de forma medicamentosa. Muitos dos transtornos de ansiedade se desenvolvem na infância e tendem a persistir quando não tratados.
 

Um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que o Brasil possui, se comparado a todos os outros países do mundo, o maior número de pessoas ansiosas. São 18,6 milhões de brasileiros que sofrem com algum tipo de transtorno de ansiedade.
 

MEDO
 

Sueli explica que o medo é uma resposta emocional localizada, ou seja, despertada por uma ameaça percebida como iminente e real. Numa situação de incêndio, por exemplo, a reação natural é de medo de se queimar — há perigo real na situação.
 

“Em muitas situações a ansiedade e o medo se sobrepõem, mas o medo é mais facilmente identificado: a pessoa tem clareza de qual é a situação geradora e as reações e mobilizações corporais, como aumento da tensão muscular e batimentos cardíacos; concentração de força e vigilância ocorrem na direção de preparo para possível luta ou fuga”, esclarece.
 

FOBIA
 

Já afobiaé um medo desproporcional frente a algo ou situação — é um medo fora da proporção real de risco. Um temor canalizado, excessivo e não-transitório. É chamado popularmente de medo irracional pois o especificador (aquilo do qual a pessoa tem fobia) não traz, necessariamente, nenhum perigo iminente para a pessoa.
 

O medo de barata é um exemplo de uma fobia específica. As pessoas fóbicas evitam ao máximo o contato com o objeto de seu temor, se esquivam ao máximo, mas quando não conseguem, sentem medo e ansiedade extremos.
 

“Por exemplo, hoje em dia se fala muito da fobia social, que é o temor em relação a interações e situações sociais nas quais a pessoa sente que poderia ser ‘avaliada’ – e em sua concepção, negativamente”.
 

Outro exemplo é a agorafobia, que é aquela na qual a pessoa sente-se apreensiva e ansiosa acerca de duas ou mais das seguintes situações: usar transporte público; estar em espaços abertos; estar em lugares fechados; ficar em uma fila ou estar no meio de uma multidão; ou estar fora de casa sozinho em outras situações. O indivíduo teme essas situações devido aos pensamentos de que pode ser difícil escapar ou de que pode não haver auxílio disponível caso desenvolva sintomas do tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes ou constrangedores, conforme descreve o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, na sua 5ª versão (DSM — V).
 

Sueli destaca que, quando não tratada, a fobia afeta diretamente a rotina e as relações do paciente, gerando sofrimento e/ou limitações em várias formas de convivência.
 

“Muitas fobias estão associadas a eventos traumáticos vivenciados pela pessoa, ou por ter observado alguém viver situação traumática. Também podem se desenvolver pela pessoa ter tido uma crise de ansiedade ou pânico num determinado contexto ou próximo a um objeto e nele, canalizar seus temores e ansiedades”, acrescenta.
 

Coberturas excessivas da mídia sobre situações catastróficas também podem servir como disparadoras, mas o fato é que as pessoas que têm fobia muitas vezes não sabem explicar a origem de seus temores.
 

O medo ou ansiedade expressos variam muito dependendo da ocasião ou contexto, por exemplo, a presença de uma pessoa de confiança no enfrentamento, o tempo de exposição ao elemento ameaçador podem atenuar ou agravar os quadros experimentados.
 

Além disso, as questões sociais e culturais também interferem no desenvolvimento destas canalizações. Uma sociedade violenta favorece o aparecimento de medos específicos, como o medo do escuro, por exemplo. É importante lembrar que as pessoas sentem sofrimento legítimo e merecem respeito, apoio e os devidos encaminhamentos.
 

“Os medos e fobias devem ser diagnosticados por profissionais experientes e é importante apoio para que a causa correta de tais reações seja identificada. O tratamento pode envolver terapia, ou terapia com uso combinado a medicamentos, em determinados casos. O importante é que o paciente entenda seus limites, buscando ajuda quando isso começa a atrapalhar sua vida no aspecto emocional, social e/ou profissional”, finaliza Sueli.

Saiba identificar corantes artificiais no rótulo dos alimentos

Busca crescente por alimentação natural e saudável exige atenção

às informações da rotulagem. Consumo consciente pode evitar riscos à saúde

Sorvetes, refrigerantes, bolos, massas, biscoitos, gelatinas, doces e salgadinhos. Tais alimentos estão presentes na vida da grande maioria das pessoas, seja no cotidiano ou em momentos indulgentes. Praticamente todas essas opções possuem corantes em suas composições e a única função desses elementos é intensificar ou restaurar a cor de um alimento. Isso acontece porque o impacto visual é fator determinante no momento em que seres humanos decidem o que vão comer ou não, conforme já comprovado por pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Apesar de os corantes estarem mais presentes no nosso dia a dia do que imaginamos, é relevante diferenciar os tipos e buscar os corantes naturais para uma alimentação mais saudável.

Nesse sentido, o caminho mais fácil para exercer o consumo consciente é saber interpretar as informações do rótulo dos produtos. De acordo com a regulação vigente no Brasil, a indústria alimentícia tem obrigação de informar o consumidor a presença de corantes e suas especificações, além de respeitar limites percentuais de utilização.

Identificar corretamente os corantes exige muita atenção. De forma geral, os corantes artificiais possuem números em sua nomenclatura como, por exemplo, Tartrazina (E-102) ou Vermelho 40, corante vermelho mais artificial. Em alguns casos, empresas usam uma numeração que é padronizada internacionalmente para mascarar a presença desses elementos nos alimentos ou bebidas.

Paulo Rogério, Gerente de Aplicações da Oterra, explica sobre a diferença entre os corantes naturais e sintéticos idênticos aos naturais. “Os corantes naturais têm o pigmento extraído a partir de vegetais ou insetos enquanto que os sintéticos idênticos aos naturais, contêm esses pigmentos idênticos aos que ocorrem na natureza mas produzidos por síntese química”.

Riscos à saúde – Existe um conjunto de evidências científicas sinalizando que corantes artificiais e inorgânicos podem causar problemas de saúde. Embora existam contradições em alguns casos, muitos corantes já foram banidos em diversos países, mas continuam permitidos no Brasil. Os riscos identificados envolvem desde reações alérgicas, com sintomas na pele e nos sistemas gastrointestinal e respiratório, a hiperatividade em crianças e, até mesmo, câncer, passando também por doenças renais e anemia.

A Tartrazina é um dos corantes artificiais que mais preocupam pesquisadores da área da saúde. Estudos realizados nos Estados Unidos e na Europa comprovam casos de reações alérgicas ao corante Tartrazina, incluindo asma, bronquite, rinite, náusea, broncoespasmos, urticária, eczema e dor de cabeça.

Pelo fato de algumas pessoas apresentarem sensibilidade a este corante, a ANVISA determinou, em 2002, que nos produtos que contenha o corante, o seu nome esteja escrito por extenso na lista de ingredientes, acompanhado ou não do seu INS (INS 102), para facilitar sua identificação.

A legislação brasileira permite o uso de 11 corantes artificiais na produção de alimentos e bebidas. São eles:

• Amaranto (E-123): tom de vermelho

• Amarelo Crepúsculo (E-110): tons de amarelo e laranja

• Azorrubina (E-122): tom de vermelho (proibido nos Estados Unidos, Japão, Noruega e Suécia)

• Azul Brilhante (E-133): tom de azul (banido na Alemanha, Áustria, Bélgica, França, Noruega, Suécia e Suíça)

• Azul Indigotina (E-132): tom de azul

• Azul Patente V (E-131): tom de azul (proibido na Austrália, Estados Unidos e Noruega)

• Eritrosina (E-127): tons de vermelho e rosa (banido nos Estados Unidos e na Noruega)

• Ponceau (E-129): tom de vermelho (proibido nos Estados Unidos e na Noruega)

• Tartrazina (E-102): tom amarelo

• Verde Rápido (E-143): tom de verde (proibido nos países da União Europeia)

• Vermelho 40 (E-129): tom de vermelho (banido em países como Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Suécia e Suíça)

Além disso, o corante inorgânico Dióxido de Titânio (E-171), usado para branquear alimentos, inclusive no Brasil, foi proibido na União Europeia por suspeitas de que suas nanopartículas possam danificar o DNA. Na Bélgica, o elemento é considerado um possível cancerígeno.

Os corantes naturais disponíveis no mercado já cobrem praticamente todo o espectro de cores que poderiam ser utilizadas em alimentos e bebidas, sem riscos para a saúde. Entretanto, os custos maiores para a indústria ainda constituem uma barreira para ampliar a utilização, mesmo em um cenário de consumo cada vez mais consciente, com preferência crescente por alimentos e bebidas mais naturais e saudáveis.