No Brasil, número de mortos por Coronavírus chega a 6,7 mil

O Ministério da Saúde divulgou hoje (2) novos números sobre a pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 96.559 casos confirmados da doença e 6.750 mortes foram registradas. A taxa de letalidade está em 7%. Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 4.970 novos casos e 421 mortes.

Segundo o Ministério da Saúde, há 40.937 pacientes recuperados, o que corresponde a 42,4% dos casos. Existem ainda 1.330 mortes em investigação. Essas duas estimativas, de acordo com a pasta, estão sujeitas a revisão.

O estado de São Paulo lidera as estatísticas, com 31.174 casos e 2.586 mortes. O Rio de Janeiro vem em segundo lugar, com 10.546 casos e 971 mortes. Em seguida, vêm Ceará, com 8.309 casos e 638 mortes; Pernambuco, com 8.145 casos e 628 mortes; e Amazonas, com 6.062 casos e 501 mortes.

MANAUS RECEBE AJUDA

Dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) chegam hoje (2) à tarde a Manaus com grande quantidade de equipamentos de proteção individual e outros materiais de saúde para serem distribuídos para a rede hospitalar do estado.

A informação foi divulgada pelo Ministério da Defesa. O pouso das aeronaves está previsto para as 14h40 e 15h10, respectivamente. A capital amazonense é uma das cidades brasileiras mais castigadas pela pandemia de coronavírus.

As aeronaves – modelo Embraer KC-390 Millennium – transportam cerca de 452 mil equipamentos de proteção individual (EPI’s), sendo 300 mil unidades de máscaras cirúrgicas, 17 mil unidades de máscaras N95, 130 mil unidades de luvas, 4.080 óculos e 1.300 aventais; além de 1.080 litros de álcool em gel doados pela Fundação Itaú para Educação e Cultura.

A ação é coordenada pelo Centro de Coordenação de Logística e Mobilização (CCLM), do Ministério da Defesa, em parceria com o Ministério Saúde, sendo executada pelo Comando Aeroespacial (COMAE), da Força Aérea Brasileira.

EUROPA REGISTRA MAIS DE 1,5 MILHÃO DE CASOS

Mais de um milhão e meio de casos de contaminação pelo novo coronavírus foram oficialmente diagnosticados na Europa, um pouco menos da metade do total mundial, de acordo com uma contagem feita pela France-Presse (AFP).

Com pelo menos 1.506.853 de casos e 140.260 mortes, a Europa é o continente mais afetado pela pandemia da covid-19.

A nível mundial, o total de registros de infetados foi de 3.350.224 casos e o total de mortes é de 238.334, de acordo com a agência de notícias francesa.

Espanha, com 215.216 casos e 24.824 mortes; Itália, com 207.428 e 28.236 mortes; Reino Unido, com 177.454 casos e 27.510; França, com 167.346 casos e 24.594 mortes; e Alemanha, com 161.703 casos e 6.575 mortes, são os cinco países que contam oficialmente com mais de 150.000 casos no seu território.

Já a Rússia, com 124.054 e 1.222 mortes, é o país que registra atualmente maior número de casos por dia.

Fonte: Agência Brasil

Infectologista diz : Melhor maneira é impedir que coronavírus chegue ao Brasil

Dr. Jorge Garcia, do São Cristóvão Saúde, diz que essa é a melhor opção de medida preventiva para um vírus que pouco se sabe e que não há tratamento disponível para a população

O coronavírus tem preocupado o mundo todo pela transmissão de pessoa para pessoa, devido a rápida disseminação para outros países e a inexistência de tratamento. Até o momento, os dados divulgados mostram que o vírus matou pouco mais de 130 pessoas e infectou cerca de 5.500 na China, país onde surgiram os primeiros relatos. Não há histórico de casos confirmados no Brasil, mas há três casos suspeitos.

Pouco se sabe ainda sobre a nova variante do coranavírus, denominada 2019-nCoV, até mesmo sua origem não foi confirmada. Acredita-se que a fonte primária do vírus seja um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan (China).

O infectologista do São Cristóvão Saúde, Jorge Garcia, informa o que se sabe até o momento sobre a doença e tira dúvidas frequentes. “Os principais sintomas são febre, tosse e dificuldade para respirar. Esses sintomas podem causar desde um resfriado comum até pneumonia e a síndrome respiratória aguda grave. O quadro clínico é muito similar ao causado por outros vírus respiratórios, tais como influenza, parainfluenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório, adenovírus, outros coronavírus, entre outros.”, afirmou o infectologista.

Complexo e sem muitas informações, o diagnóstico do coronavírus não é simples de ser detectado como explica o Dr. Jorge. “O diagnóstico é realizado por técnicas de biologia molecular processados em laboratórios específicos e determinados pelo Ministério da Saúde.”, disse.

Ainda não se sabe exatamente o período de incubação do 2019-nCoV. Presume-se que o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas seja de até duas semanas. Além disso, pode acontecer do paciente não apresentar sintomas.

Como há poucas informações sobre o coronavírus e não existe tratamento específico, o infectologista reforça que a melhor medida no momento é se precaver para que o vírus não chegue ao Brasil. “Como medida preventiva, deve-se controlar portos e aeroportos para detecção de casos suspeitos, notificação imediata se houver suspeitas, sensibilização e treinamento dos profissionais da saúde, informativos e orientações para a população.”, finalizou o Dr. Jorge Garcia.